O ato de expressar-se sobre determinados assuntos deveria ser questionado. Vivemos em um país teoricamente democrático e visivelmente hipócrita. A cada dia que passa o tempo nos torna clarividente a filosofia que conduz nossa singela pátria. Até onde o falso moralismo há de chegar?
Líderes políticos transcendem aos palcos todo seu esplendor e orgulhosamente, em sua maioria, defendem firmemente os ideais para uma nação melhor. Apresentam seus projetos para o tão sonhado, e talvez inalcançável, futuro ideal. Os seus semblantes radiam o brilho de uma verdade evasiva. Contudo, até onde a população deve depositar sua simples confiança e a complexa esperança de uma sociedade mais honesta à todos?
A vulga tradição de levar o povo a acreditar no que os regentes da hierarquia dizem induz a uma continuidade da corrupção social, filosófica, financeira e patriotista. De nada adianta apenas crer passivamente e reclamar ativamente. O mal tem de ser eliminado pela profunda raíz.
A política de fato vai levar a solução? Os resultados, em suma, nos levam a enxergar uma desfragmentação de valores essenciais ao desenvolvimento social. Devemos fazer a nossa humilde parte e através da espiritualidade exercer o que acharmos certo. O estado de espírito do ser humano e sua poderosa mente pode criar resultados grandiosos perante as palavras volúveis de nossos governantes.
Não devemos esperar do próximo a mudança que queremos obter. Temos que agir e mutuamente pensar da mesma forma. Depositar o futuro na mão de pessoas sem hombridade ou honestidade é mais do que arriscado. Com apenas simples atos podemos superar a desconfortante expressão de alguns. É apenas querer.
A dignidade existencial
Postado por
Mimari
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Marcadores: Textos
3 comentários:
Qual era o tema da redação?
Nossa, adorei muito. Você escreve muito bem, Dan, parabéns!
1º parágrafo - totalmente Machado de Assis. Ele fala tão bem disso e tem gente que não entende.
3º parágrafo - novamente machadiano, como bem retratado em MPBC. Aliás, Focaut tbm aborda isso em "Mircrofísica do Poder".
5º parágrafo - "Não devemos esperar do próximo a mudança que queremos obter": se não soubermos nos realizar em nós mesmos, vamos fazer isso onde? Há de se alcançar a plenificação do ser por meio da pró-cura. Quem não se autoprocura (Don Quixote), torna-se alguém frágil que depende de um outrem para ser um algo. O mudar não é de fora pra dentro, e sim de dentro pra fora (xô butox, ajeitar a fachada e continuar em pedaços por dentro é que não dá).
E estou escrevendo demais de novo, né?
Bem, c'est fini =**
Parabééns! ficou muito boa. mas ainda tem umas coisinhas a serem trabalhadas. depois a gente conversa sobre isso ;*
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