Do rio ao cosmo

O amor é uma corrida apressada até o fim e o mais alto do outro. Só depois de se lá chegar, e viver, e ser, e gozar, e sentir, começam os percalços da volta, o retorno às partes que se tornaram retardatárias, mas existem e se movimentam.


É como o curso de um rio que desemboca no próximo e reflui. Na vigência explosiva ou hipnótica do amor, chega-se, logo - e com deslumbramento! - ao fim do curso. Há o refluxo. A água volta à origem e, nesse eterno retorno, passa - aí diferente - por todas as partes que ficaram submersas, invadidas ou esquecidas quando da primeira e imperiosa torrente se formou.

Estar, e sim, eu estou, nessa missão natural, espontânea e biologicamente obrigatória, é um dos maiores prazeres mundanos. As lágrimas brotam no seu olho como os pensamentos se clarividecem no consciente extasiado por uma única imagem: ele. A energia do sentimento cria sensações bizarras em sua pele e te fazem tremer. Isso é o que chamam "a flor da pele". Vivenciar arrepios e suspiros inesperados é um pedaço do sonhado cosmo. O caos se mostra longe, bem longe... assim como o cosmo universal se encontra a trilhões de anos luz do meu coração. Mas eu consigo ter uma prévia.

Sim, eu estou cosmicamente apaixonado.

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Elucubração é uma meditação intelectual normalmente feita durante o decorrer da noite. Segundo alguns dicionários, elucubração seria uma vigília psicológica para se concluir algo de determinado assunto. Conclua os seus aqui.