Micro Reflexão

A incerteza acaba concretizando a sabedoria que sisma em não dar o ar de existência. A tensão predispõe um medo que não tem razão, mas que não deixa de ter presença. Tudo se resume a um combate, um conflito, nada de bem e mau, mas sim de elementos comuns e homogêneos. A paz é o elemento ímpar da vida, tudo que é bom é o que se torna ruim de conseguir. Tudo que é ruim de se conseguir, por fim é bom. Ironias? Sim, existem e tem cheiro de alecrim. Concluo que a proteção exagerada acaba desprotegendo nosso coração. Sem um coração protegido você é um zé ninguém.

1 comentários:

Nuno Faber 7 de junho de 2010 às 00:26  

Um dos textos mais belos seus que eu li, pois envoca um raciocínio crítico fino sobre a vida.
Pois o que seria a vida senão um morrer a cada instante? A morte não chega derrepente nem anda ao nosso lado, anda dentro de nós. Se nem na vida temos certeza da vida plena/perpétua (pois a maior ironia é que a VIDA morre), como podemos ter certeza das demais coisas? Não nos governamos... brincamos de sermos senhores de nós mesmo, mas estamos mais para escravos das nossas razões e emoções. Como você bem disse: "tudo se resume a um combate, conflito, mas sim de elementos comuns e homogêneos". Cabe uma ressalva aqui: não somente homogêneos, mas principalmente heterogêneo e antagônico. Somos um paradoxo ambulante, um espírito barroco em ebulição, como podemos regrar isso? Viver sobre regras não é viver, é percorrer um fluxograma existencial. Não há bons e nem ruins o que há é a lei da reversibilidade dos contrários (Machado e Cervantes já diziam isso séculos atrás). Portanto, não há verdadeiramente um coração protegido, o que há é um coração flexível as adversidades. Pois nem só de bondade viverá o homem...

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Elucubração é uma meditação intelectual normalmente feita durante o decorrer da noite. Segundo alguns dicionários, elucubração seria uma vigília psicológica para se concluir algo de determinado assunto. Conclua os seus aqui.