Tudo que conseguimos na vida é graças a perdas e ganhos no decorrer dela. Sim, começo este texto com essa frase que foi direto ao ponto que quero chegar. Introduções são complexamente chatas de se fazerem e, cá entre nós, eu não estou com paciência hoje. Quero dissertar sobre o que sentimos falta e pelo que nos glorificamos por ter.
Vamos começar pelo começo. Ok, essa foi uma frase logicamente óbvia, mas faz sentido. Muita gente adora começar uma discussão pelo meio do desenvolvimento e isso é errado. Se você quer ter uma conclusão incisiva a respeito do assunto tem que buscar argumentos lá na raiz e aí sim poderá ter sua resposta absoluta.
As crianças já são introduzidas nesse sentimento de ganha e perca, logo, isso é algo que sentimos desde pequenos, desde a nossa formação quanto indivíduos. Porém, na infância não temos o amadurecimento necessário para encarar as perdas, pois elas trazem dor, trazem questionamento e trazem um estado de desconforto e inconformidade. Por outro lado, os ganhos são sempre bem vindos, adicionam sempre elementos positivos ao ego, colocam na estante uma nova posse e negligenciam a tristeza.
Com o passar dos anos e com o avanço das nossas experiências de vida, somos obrigados a entender a perca, a entender os motivos que levaram a isso e tentar, acima de tudo, aceitá-la. Tudo que tem existência tem consigo a possibilidade de um dia se perder, não importa como seja. A indignação existe nos momentos iniciais e cruciais após o acontecimento, mas se você é uma pessoa que repugna a injustiça vai procurar a causa da exterminação (wow, que radicalismo). Na sua jornada em busca do conhecimento da causa, poderá se deparar com muitos obstáculos a serem vencidos, pois nada é de graça. Nesses obstáculos você encontrará o que necessita para continuar em frente, encontrará elementos essenciais para o auto-entendimento, para o amadurecimento. Nada é por acaso e tudo tem uma razão por mais incógnito que seja. As vezes é necessário deixar partir, sofrer e por fim ver que a medida certa era aquela e que a dor pode ser grande, mas é preciso enfrentá-la para se viver melhor posteriormente e proceder a história.
Os sentimentos são complicados de se lidar, mas você tem que saber jogar com eles, negociá-los e aí sim conseguirá o que quer, mas como tudo nesta vida, há um preço a se pagar. Percas ou ganhos, quando você os induzir tem que ter a certeza que fará a coisa certa e tem que estar preparado para os golpes de sua própria mente, pois até ela é insanamente inteligente.
Ganhando a perca e perdendo os ganhos.
Postado por
Mimari
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Marcadores: Textos
4 comentários:
Primeira dica: Se vc num fizer jornalismo eu te espanco.
Segunda dica: Eu passei por td isso que está escrito nesse texto e foi tenso demais pra mim, hj em dia não só superei como aceito melhor as coisas.
Terceira dica: Ainda que as coisas não tenham saído do jeito que a gente queria, é mto ruim manter conflito entre o que vc gostou no passado, acho que pode existir harmonia e relações agradáveis. Não faça como eu que perdi uma amizade grande por não saber lidar com a situação.
That's all.
Nossa, Dan, você escreve muito! Bom, concordo com você, porque a vida me ensinou tudo isso. Graças a Deus coisas ruins acontecem para nos fazer crescer e graças a Deus sempre vem coisas muito melhores depois das coisas ruins.
Te amo.
Concordo.. e é bem complexo rsrsrsr
perdas e ganhos têm a ver com os destinos de nossos desejos. uns podem satisfazê-los, outros apenas estão expostos aos mesmos estímulos, mas lhes falta meios para tornar o "desejante" um "desejado", para entrar no jogo do "eu tenho", "eu possuo" e virar um "eu sou".
os estímulos são massacrados a todo tempo, sem diferenciar aqueles que podem daqueles que não podem, ao mesmo tempo tornando todos iguais nos desejos e diferentes nas possibilidades e posses... mais uma contradição de nossa sociedade que cria indivíduos sóciopatas... cria e não sabe o que fazer com eles, só quer se ver livre de sua criação problemática.
como vc disse: se você é uma pessoa que repugna a injustiça vai procurar a causa da exterminação. talvez seja a busca da totalidade, de hegel... talvez seja paraty demais na minha análise, rs.
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